Pág. 2 - Vem lá jantar...
7 de Dezembro de 2002
É Sábado… visto o meu pijama e sento-me à lareira…chove lá fora e o frio gela os movimentos de quem se passeia na rua… tocam à campainha…apetece-me fingir que não estou… não quero atender… sei que é alguém que me veio estragar o sossego e sei que me vão arrancar de casa! A Sara e a Patrícia entram disparadas para o meu quarto, escolhendo prontamente a minha roupa…
«Organizámos um jantar e tu vens connosco… deixa lá esse ócio… vais ver que é hoje que encontras o que tanto procuras…»
Odeio-vos…da mesma forma e com a mesma intensidade que vos amo… não preciso que me lembrem do que quero encontrar… que mania de tentarem forçar algo que tem que surgir naturalmente… odeio esse vosso jeito de se meterem ininterruptamente na minha vida e no que eu quero fazer dela… sei que o fazem inocentemente, com as melhores das intenções… sem saberem que assim é que não me ajudam…
Enquanto tomo banho, procuro encontrar forças para sair de casa e enfrentar esse mundo lá fora… sinto-me cansada destas saídas constantes e inúteis, que a única coisa que me trazem é o aborrecimento num sábado a noite… entristece-me saber que este será mais um serão passado longe do calor da minha casa, mas não me sinto com forças para combater essa vossa teimosia… por isso calo-me nos meus pensamentos e deixo que a vossa insistência tome conta de mim…
M.S.
É Sábado… visto o meu pijama e sento-me à lareira…chove lá fora e o frio gela os movimentos de quem se passeia na rua… tocam à campainha…apetece-me fingir que não estou… não quero atender… sei que é alguém que me veio estragar o sossego e sei que me vão arrancar de casa! A Sara e a Patrícia entram disparadas para o meu quarto, escolhendo prontamente a minha roupa…
«Organizámos um jantar e tu vens connosco… deixa lá esse ócio… vais ver que é hoje que encontras o que tanto procuras…»
Odeio-vos…da mesma forma e com a mesma intensidade que vos amo… não preciso que me lembrem do que quero encontrar… que mania de tentarem forçar algo que tem que surgir naturalmente… odeio esse vosso jeito de se meterem ininterruptamente na minha vida e no que eu quero fazer dela… sei que o fazem inocentemente, com as melhores das intenções… sem saberem que assim é que não me ajudam…
Enquanto tomo banho, procuro encontrar forças para sair de casa e enfrentar esse mundo lá fora… sinto-me cansada destas saídas constantes e inúteis, que a única coisa que me trazem é o aborrecimento num sábado a noite… entristece-me saber que este será mais um serão passado longe do calor da minha casa, mas não me sinto com forças para combater essa vossa teimosia… por isso calo-me nos meus pensamentos e deixo que a vossa insistência tome conta de mim…
M.S.

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